.: coletânea :. |
- minha pequena coleção de achismos. |

Ser é uma escolha constante,
É teimosia, mania frustrante.
Ser é um truque recorrente,
É perder sempre e ainda assim, somar boas sementes.
Ser é dano evidente,
Alegria, esperança, inocência e tudo mais que roubam da gente.
Ser é metamorfose permanente,
É encher e esvaziar o peito diariamente.
Ser é necessário, é urgente.
E ser muito além de sobrevivente.
Por vezes, ser dói. Mas não ser é que é fatal.
Não ser é quase indecente.
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(palavras que eu gostaria de embrulhar pra presente)
Try again. Fail better.

Reticências. Vírgulas eternas. Páginas esquecidas. Todos os meus textos sobre 2010 estão incompletos, defeituosos, incompreensíveis.
Talvez seja melhor nem tentar: essa tal de retrospectiva funciona melhor com coisas boas, fatos notáveis. Talvez seja melhor insistir: todo tombo dolorido também te ensina a não cair. Ou, pelo menos, te ensina como cair. Porque também se aprende a cair, assim como se aprende a levantar.
Então você demora demais pra se erguer, fica no chão, choraminga. O machucado evolui e necrosa. As coisas que perdemos pelo caminho…
Não, você é forte, implacável. Finge que não doeu e levanta rapidamente. Falta o equilíbrio, sobra um novo tombo. E ferida em cima de ferida não cicatriza nunca…
Talvez um dia eu realmente me canse de cair e levantar… Por ora, só estou cansada de tanto me jogar.
(via emcimadoteto)
Se você vier
Pro que der e vier
Comigo…
Eu lhe prometo o sol
Se hoje o sol sair
Ou a chuva…
Se a chuva cair
~ Dia Branco, Geraldo Azevedo

- Volta!, ele gritou para ela.
- Como é que se volta para um lugar em que nunca se esteve de verdade?
E não olhou mais para trás.
-
vermelho
é de um vermelho-vivo, que me fascino.
de um vermelho-forte, que me transcorre.
o mesmo vermelho-sangue que rege a vida,
é o vermelho-escarlate que conduz a morte.
é de um vermelho-puro para os apelos tradicionais,
que se faz o vermelho-alaranjado dos mais radicais.
é do vermelho, o tom dos apaixonados.
tão vermelho, quanto o rubor dos envergonhados.
vermelho, grito dos que se manifestam.
vermelho, ostentação dos que veneram.
e o vermelho de Baco, ainda que me leve a Marte,
é o mesmo vermelho que sempre me sinaliza: pare.
Do olheosmuros:
Rua Professora Carolina Ribeiro, São Paulo - SP, Brasil
Ainda sobre o mesmo tema, já que paz deveria ser assunto (e prática) permanente.

Levei algum tempo pra perceber que não se encontra paz evitando a vida.
E sobrevivia assim, de uma quietude ilusória, aproveitando um falso silêncio obtido às custas de muita omissão e “psius” malcriados. Vivendo uma compreensão defeituosa, torta. Feita de conivência e conformismo. Tranquilidade que se desmancha na primeira porta que bate. Calmaria que se dissolve no primeiro “não”.
Então veio o grito. O choro. A reza. O caos ensurdecedor de vozes, vontades e verdades. E é só assim, com a vida acontecendo em meio a todo o ruído do mundo, que se pode ouvir o bater descompassado de um coração finalmente tranquilo.
O terapeuta mandou encarar a tristeza.
Já coloquei a danada na parede, olhei por algumas horas e fiz umas 15 piadas da cara dela. Deve ser o suficiente.
Tá aqui. Elegendo o Tiririca…